Estou entre eles, mas não sou um deles.

Uma viagem de 15 segundos eternizados em um clique de baixa definição.

” Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; vê os seus caminhos e torna-te sábio. Embora não tenha comandante, nem oficial ou governante, prepara seu alimento no próprio verão; tem recolhido seus alimentos na própria colheita. Até quando, ó preguiçoso, ficarás deitado? Quando é que te levantarás do teu sono? Mais um pouco de sono, mais um pouco de cochilo, mais um pouco de cruzar as mãos ao estar deitado, e certamente chegará a tua pobreza como um bandoleiro e a tua carência como um homem armado”.

Provérbios 6:1-35

Do desastre, faz-se a arte.

Gatos de praia é tudo bichano bamba. Olhos blasé, ronronando ao ritmo das ondas do mar. Tudo o que desejam, é um pouco de comida, sombra, água fresca e um bom cafuné no “cucuruto” felpudo.

Em algum fim de semana de céu azul, de algum ponto da lendária Arembepe, enquanto eu devorava umas lambretas, um deles surgiu debaixo da mesa e disse:

- Prrru, prrru!

VHS. Partes da vida em fitas magnéticas. Quase lixo.

Eu e Rapadura, em compras pró-larica, há tempos atrás.
E Sim, design NÃO é meu forte!
Mas antigamente, eu insistia…

Auto-falante de uma antiga igreja, que transmitia pregações, em alto e bom som, da Assembléia de deus. Sim, escrevi em minúsculo porque o deus deles, acredito eu, era surdo, já que isso ecoava por todo o bairro.

O enquadramento, também com a pesada e “diskettica” Mavica, tem a forte influência da capa de “Music for The Masses”, do Depeche Mode: http://cultzine.files.wordpress.com/2009/02/dm-music-4-masses2.jpg

Auto-retrato na minha antiga, memorável e pesada Mavica usada.

Era mais ou menos assim: http://www.granneman.com/images/sonyMavicaMVCFD5.jpg

No caos urbano, duas moscas em ato libertinoso. Libertinas, por serem livres.
Consegue ver?

Algumas notícias são recheadas de verdades quase fictícias. E de tão bizarras, nos fazem rir de tragédias estranhas.

Bogus, Marcelo e Ítalo Cabojito: Brodinhos da The Pivos fazendo bonito no A Tarde de hoje.

Prédios espelhados duplicam a selva de fios, vidros e pedra.

Prédios espelhados duplicam a selva de fios, vidros e pedra.

“Uma rua de um grande centro urbano é um rio invisível de muitas vidas, com suas alegrias e apreensões dentro de cada cabeça. É um fluxo de preocupações que desembocam em que espécie de esgoto”? Pensei nisso antes de atravessar uma das avenidas mais famosas do mundo. E ao pensar, resolvo fotografar o momento. Ou a tentativa dele.

Em 2006, encontrei uma Barbie mutilada. Tinha apenas o tronco, os braços e sua cabeça cínica, com cabelos dourados e desgrenhados. Estava jogada, em um lixo de uma calçada do centro de Salvador, esquecida e sem proprietário. Com uma pena e um sentimento estranho, trouxe-a comigo. Coloquei-a em cima da tv como um enfeite bizarro, uma referência ao que eu considerava um ícone desmantelado da cultura pop. O efeito que a luz da TV emanava, era esse aspecto fantasmagórico e engraçado. E em vão, tentei dar uma eternidade a sua vida de plástico, cliclando com a lente de um celular Siemens M65.