Em 2006, encontrei uma Barbie mutilada. Tinha apenas o tronco, os braços e sua cabeça cínica, com cabelos dourados e desgrenhados. Estava jogada, em um lixo de uma calçada do centro de Salvador, esquecida e sem proprietário. Com uma pena e um sentimento estranho, trouxe-a comigo. Coloquei-a em cima da tv como um enfeite bizarro, uma referência ao que eu considerava um ícone desmantelado da cultura pop. O efeito que a luz da TV emanava, era esse aspecto fantasmagórico e engraçado. E em vão, tentei dar uma eternidade a sua vida de plástico, cliclando com a lente de um celular Siemens M65.